Podem falar o que quiserem. Podem entregar um troféu injusto de Melhor Roteiro para o Jason Reitman. Podem usar a crise nos EUA para explicar o momento do filme. Podem até mostrar a bunda da Vera Farmiga (massa), que eu vou continuar achando a mesmíssima coisa sobre Up in the Air: este filme está sendo supervalorizado.
Calma, amigo indie, não se ofenda. Talvez eu seja somente um cara sem sensibilidade, que não entendeu alguma sutileza da história ou baixou uma legenda confusa da internet. Não importa. O que importa, mesmo, é que uma pergunta não parou de martelar minha cabeça após o filme: qual o motivo de tanto oba-oba?
George Clooney trabalha em uma empresa especializada em demitir pessoas, quando os chefes delas são covardes demais para fazê-lo com as próprias mãos. Por esta razão, ele viaja pra cacete. É um cara sem raízes, sem apego a ninguém, praticamente sem uma residência. Sua vida se passa entre voos e aeroportos. Nestas andanças ele conhece uma mulher muito parecida com ele. Igual, mas com uma vagina, como ela mesma diz. Isso, mais as mudanças ocorridas na empresa, sutilmente despertam questionamentos neste homem. O principal deles: não seria bom sossegar um pouco e ficar em um lugar só?
É uma boa história e nada mais. Como tantas por aí, aborda um drama existencial da vida moderna. É atual, sim. Mas só por isso ela é genial? Bom mesmo é o lobby feito em cima desse filme. Esse caras mereciam um Oscar. Ou pelo menos um troféu de Cannes de propaganda.
O que é legal: Os atores estão bem, é verdade. Até o George Clooney conseguiu conter um pouco seu sorriso canastrão. E os diálogos são bem interessantes.
O que não é legal: A edição me irritou. Parece que o Jason Reitman quis brincar de Guy Ritchie. A diferença é que os cortes super-rápidos, em close, são dados em camisas e zíperes de malas com rodinhas ao invés de armas. Não tem muita graça quando é assim.
Boa trilha a do trailer:




























