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Podem falar o que quiserem. Podem entregar um troféu injusto de Melhor Roteiro para o Jason Reitman. Podem usar a crise nos EUA para explicar o momento do filme. Podem até mostrar a bunda da Vera Farmiga (massa), que eu vou continuar achando a mesmíssima coisa sobre Up in the Air: este filme está sendo supervalorizado.

Calma, amigo indie, não se ofenda. Talvez eu seja somente um cara sem sensibilidade, que não entendeu alguma sutileza da história ou baixou uma legenda confusa da internet. Não importa. O que importa, mesmo, é que uma pergunta não parou de martelar minha cabeça após o filme: qual o motivo de tanto oba-oba?

George Clooney trabalha em uma empresa especializada em demitir pessoas, quando os chefes delas são covardes demais para fazê-lo com as próprias mãos. Por esta razão, ele viaja pra cacete. É um cara sem raízes, sem apego a ninguém, praticamente sem uma residência. Sua vida se passa entre voos e aeroportos. Nestas andanças ele conhece uma mulher muito parecida com ele. Igual, mas com uma vagina, como ela mesma diz. Isso, mais as mudanças ocorridas na empresa, sutilmente despertam questionamentos neste homem. O principal deles: não seria bom sossegar um pouco e ficar em um lugar só?

É uma boa história e nada mais. Como tantas por aí, aborda um drama existencial da vida moderna. É atual, sim. Mas só por isso ela é genial? Bom mesmo é o lobby feito em cima desse filme. Esse caras mereciam um Oscar. Ou pelo menos um troféu de Cannes de propaganda.

O que é legal: Os atores estão bem, é verdade. Até o George Clooney conseguiu conter um pouco seu sorriso canastrão. E os diálogos são bem interessantes.

O que não é legal: A edição me irritou. Parece que o Jason Reitman quis brincar de Guy Ritchie. A diferença é que os cortes super-rápidos, em close, são dados em camisas e  zíperes de malas com rodinhas ao invés de armas. Não tem muita graça quando é assim.

Boa trilha a do trailer:

Mais ou menos lá pelo meio desta porcaria de filme, veio o estalo: essa porra só pode ser coisa do Richard Kelly. Sim, o mesmo diretor de Donnie Darko. Fui procurar e não deu outra. Mas, ao contrário do filme do coelho e do meteoro, aqui a loucuragem não faz o menor sentido.

The Box parte de uma premissa bem interessante. Em plenos anos 70, um casal recebe uma caixa misteriosa em sua casa. Quem a entrega é um velhote elegante com metade da cara faltando e cicatrizes de queimadura no local. Em 24 horas, a dupla deve tomar uma decisão que irá mexer com o seu destino. Se apertarem o botão da caixa, recebem uma mítica maleta contendo um milhão de dólares e arrumam sua vida. Porém, ao fazerem isso, alguém em algum lugar do mundo morrerá. E é claro que isso trará consequências. Se não o fizerem, fica tudo como se nada tivesse acontecido. E aí, o que fazer? Pelo bem da continuidade do filme e, claro, pela bufunfa, apertar o troço é a alternativa escolhida.

Adivinha? Fudeu. Uma rapaziada sinistra, participante de uma seita esotérica, começa a perseguir o casal e ameaçar o seu dia a dia, envolvendo-os em uma trama estapafúrdia e desconexa que envolve cultos astrais, hipnose, abdução, comunicação com os raios, portais líquidos para dimensões paralelas, magia negra, vodu, vida após a morte, diálogos canastras e atuações Globo Filmes. Resumindo: uma bosta! Um samba do crioulo doido sem precedentes.

Se eu fosse o responsável por escrever a chamada do poster deste filme, faria algo mais ou menos assim:

“The Box. Pense bem antes de apertar um botão: o PLAY.”

O que é legal: Os primeiros 45 minutos sã bons, acredite. Várias pistas desconexas são jogadas no filme, armando um nervoso clima de tensão. O problema é que o filme se perde completamente. E vira um lixo.

O que não é legal: Perder quase duas horas do dia assistindo isso.

O trailer me enganou. Parecia até que era um filme bom:

Antes de falar sobre esse filme, preciso voltar um pouquinho no tempo e fazer um comentário sobre o Peter Jackson.

Para mim ele sempre foi um diretor de filmes B. Histórias sobre redes de fast-food alienígenas rivais que vem à Terra procurar carne humana para fazerem hamburguers diferenciados. Há alguns anos, quando soube que ele iria dirigir o Senhor dos Anéis, fiquei bem surpreso. Foi algo como se escalassem o Zé do Caixão para dirigir Avatar. Enfim.

Apesar do trabalho espetacular feito sobre o livro do Tolkien, ainda assim o Peter Jackson não me ganhou totalmente. A história dos hobbits era tão fascinante que, mesmo com o Michael Bay na direção, ela seria um sucesso. Mas agora, mais uma vez adaptando a história de um livro (este eu não li), Peter Jackson finalmente me convenceu. E bem, sim senhor.

The Lovely Bones é um puta filme. E Peter Jackson é um baita diretor.

O filme é narrado por Susie, uma menina de 14 anos brutalmente assassinada por seu vizinho, um maníaco perverso e de sangue frio. Um doente sanguinário, estuprador e matador de crianças. Ao mesmo tempo em que acompanhamos o drama familiar gerado no mundo dos vivos a partir deste incidente, envolvendo a angústia dos pais, observamos o dia a dia do frio assassino, tramando novos planos em sua mente diabólica. Paralelamente, somos levados ao purgatório paradisíaco de Susie, formado por imagens de sonho e elementos surreais. É deste mundo que a menina fica de olho no que acontece na outra dimensão, relutando-se a deixar tudo aquilo para trás.

Mas, se o mundo após a morte conta uma história tranquila, com árvores que transformam-se em pássaros e imagens psicodélicas, o mesmo não pode ser dito sobre a terra de quem ficou. Nela, Peter Jackson consegue manter uma tensão constante, conduzindo um clássico filme policial. O desfecho só fica claro no último minuto, e até lá tudo pode acontecer.

Emocionante, tocante, envolvente. Sem sombra de dúvidas, um belíssimo filme.

O que é legal: Apesar do tema envolver uma questão de fé, em nenhum momento ela é necessária para o bom funcionamento da história. O Peter Jackson realmente me ganhou nessa. Sem falar nas imagens clipe anos 80/fase do cassino do Sonic/capa de disco do Yes, sensacionais dentro do contexto.

O que não é legal: Me desculpem pelo pequeno spoiler, mas o final me irritou. Sem explicar muito para não revelar a história, mas fica minha observação: é por essas e outras que eu sou fã absoluto do Tarantino.

Taí o trailer. Clica e vai:

Invictus

Ano passado fui ao cinema assistir Changeling (A Troca), o último filme de Clint Eastwood até então. Meu comentário, ao sair, foi algo mais ou menos como “é um filme de Supercine, mas dirigido pelo Clint”. E isso faz toda a diferença, meu camarada.

Desta forma, digamos que Invictus é um filme de Tela Quente. Conta a história de um time de rugby derrotado que, a pedido do presidente, supera seus limites, para tornar-se o orgulho de um país e unir todas as pessoas em torno de uma mesma bandeira.

Mas, e este é um grande “mas”, em Invictus acontece a mesma coisa que em Changeling. A mão do nosso estimado diretor faz toda a diferença. Na Hollywood que depende cada vez mais do 3D e tecnologias inovadoras, Clint Eastwood é algo como um datilógrafo trabalhando no Google. Um verdadeiro contador de histórias que, com sua técnica e talento, encanta na terra dos efeitos especiais.

E assim, de Tela Quente, Invictus torna-se uma história muito bonita sobre o Apartheid, o poder redentor do esporte, superação, sonhos e objetivos. Explora o poder que um time tem de transformar todos em iguais, em uma só torcida e um só coração, gritando juntos pelas mesmas cores. Como este ano tem Copa do Mundo fica ainda mais fácil entender este sentimento, que se faz presente principalmente nos papéis de Matt Damon, como capitão do time, e Nelson Mandela, interpretando Morgan Freeman. É com eles que está, no fim das contas, a responsabilidade de resumir a mensagem de Invictus: o homem que luta por uma causa, como diz o poema que dá nome ao filme, é dono do seu destino. E capitão da sua alma.

O que é legal: Trilha sonora espetacular. Os diálogos, como de costume nos filmes do Clint, de altíssimo nível. E na África do Sul, de acordo com o filme, todo mundo bebe Heineken.

O que não é legal: Apesar de encher a bola do Clint, achei este um trabalho bem inferior ao que ele vinha fazendo na última década. E o elenco… Ruim, inexpressivo, fraco. Principalmente para fazer as cenas clichê de que ele tanto gosta.

Só o trailer já é melhor que muito filme por aí:

Tem gente que acha que filme de surfe é tudo igual. Quem viu um, viu todos. Se você está entre esta turma, dê uma chance para eu lhe dizer que este aqui é diferente.

Antes de mais nada, Riding Giants, de 2004, é dirigido por Stacy Peralta, o mesmo que em 2001 dirigiu o fantástico Dogtown and Z-Boys. E, da mesma maneira, este é muito mais que um filme com imagens de ondas e trilha hardcore. Trata-se, sim, de um documentário fenomenal sobre a origem do surfe em ondas gigantes. Como em Dogtown, a história foca um pequeno grupo de personagens, responsáveis por catapultar toda uma geração para fronteiras nunca antes imaginadas no esporte.

Mas, para chegar até esse ponto, o filme passa por toda a história do surfe como o conhecemos, apresentando diversos outros personagens e momentos históricos. Greg Noll, o êxodo californiano para o Hawaii, a primeira vez que Waimea deu as caras ao mundo, a descoberta de Mavericks por Jeff Clark, a história de Laird Hamilton… Ótimo para quem gosta de surfe, de documentários, de boas histórias ou dos três juntos.

O que é legal: O estilo das animações e direção de arte foi copiado à exaustão pela publicidade e outros filmes. O início do Tá Dando Onda, inclusive, é uma homenagem/paródia do início de Riding Giants. E, claro, um monte de lugares lindos com altas ondas animais!

O que não é legal: Titulozinho escroto em português, hein?

Se liga no trailer:

Avatar

Confesso que, ao ver pela primeira vez o trailer de Avatar, achei que tratava-se apenas de um filme fantástico sobre monstrinhos azuis de outro planeta. Logo ficou claro que ele era muito mais que isso. Avatar é o novo passo da indústria do cinema, dado por um cara que a conhece melhor que ninguém. James Cameron tem o poder de, em tempos de DVD pirata e torrents, conseguir fazer a segunda maior bilheteria de todos os tempos. E isso não é pouca coisa. Com seu 3D espetacular, é um filme para ser visto no cinema. Quem diria que, hoje em dia, eu só conseguiria assisti-lo na terceira tentativa, devido aos ingressos esgotados?

Vamos à história (só para constar, já que a mídia fez bem seu papel de divulgação e meio mundo já conhece o enredo). Avatar se passa no futuro, onde o homem conquistou a próxima fronteira. Em um planeta chamado Pandora, ele luta contra os Na´vi, os nativos da região, para tomar conta de uma rica reserva de recursos valiosos existente no local. Enquanto isso, uma equipe de pesquisadores realiza seu trabalho utilizando avatares, corpos iguais aos dos extraterrestres para onde a mente dos cientistas é transferida. Entre eles está Jake Sully, ex-fuzileiro paraplégico. É ele que irá virar a casaca e se juntar aos alienígenas para combater a invasão humana, em uma história ao melhor estilo O Último Samurai e Dança com Lobos.

É aí que está o maior ponto de críticas do filme: não é uma história original. Concordo, mas com uma grande ressalva. Como já aconteceu tantas vezes no cinema, na literatura e nas artes em geral, grandes histórias merecem ser contadas de maneiras diferentes ao longo dos anos. Neste caso, aparecem as alegorias quanto à política imperialista dos EUA e a extinção dos recursos naturais. Se hoje isso parece bobo e apelativo, imagino que daqui há alguns anos estes temas venham a representar bem o período no qual o filme foi lançado.

Já as características técnicas são inquestionáveis. Estive conversando com um neozelandês que trabalhou na equipe de produção do filme e, para se ter ideia, um grupo de três pessoas passou um ano trabalhando apenas nas tranças dos personagens. Ele também falou de uma garota que ficou três meses fazendo e refazendo uma cena de menos de um segundo, onde a asa da criatura voadora passa debaixo da água de uma cachoeira. O conjunto de todos estes detalhes é impressionante, e a imersão dentro do filme é sensacional.

Para quem espera uma grande história, repleta de inovações, sugiro que baixe um pouco suas expectativas e procure ver Avatar, sim, como o início de uma nova maneira de ver filmes. Vale a pena e é bem mais divertido.

O que é legal: Gostei muito do visual do filme, da construção fantasiosa dos cenários e dos detalhes. Tive a mesma sensação de estar lendo um livro e as imagens da tela serem aquelas que costumam se formar na nossa cabeça. Avatar conseguiu criar um mundo mágico e brilhante, com elementos parecidos com os da Terra, porém vistos sob um olhar totalmente diferente. Particularmente, me amarrei no visual rave-de-chácara do planeta Pandora, com aquela vegetação e águas-vivas voadoras fluorescentes.

O que não é legal: Os diálogos são de matar. Fracos, ruins, cheios de piadinhas sem graça para os pipoqueiros de plantão caírem na gargalhada. O destaque negativo aqui é o discurso pré-guerra que Jake faz para todos os Na´vi. Normalmente emocionantes, estes discursos são o ápice do diálogo do personagem em filmes de batalha. Não foi o caso.

Segue o trailer:

Colocando ordem no cronograma e assistindo a alguns filmes que queria ter visto em 2009, acabei assistindo também a animação 9, de Shane Acker. Produzido por Tim Burton, fica evidente sua contribuição no visual apocalíptico e na atmosfera sombria que permeiam todo o filme.

A história é bem confusa e, pra ser sincero, achei o lance todo meio sem pé nem cabeça. Num enredo estilo Matrix, o mundo é dominado pelas máquinas. Após uma guerra entre elas e os seres humanos, só resta a destruição. No meio deste caos, sobrevivem alguns bonecos de pano que, fantasiosamente, agem como seres humanos. Nestas marionetes vive a alma do cientista que as criou, transferida através de um artefato mágico futurístico cheio de runas, bem como o Tim Burton gosta. São estes bonecos os responsáveis por salvarem um mundo repleto de destruição.

Mas salvarem de quê, se não há nada para ser salvo? E mais: em caso de sucesso, como reconstruir tudo isso, já que não passam de fantoches com vida?

É nesta questão que 9 se perde um pouco, como se o roteiro deixasse pontas soltas do início ao fim. Assim, a motivação deles passa a ser lutar contra as máquinas restantes que os oprimem. E aí sim o filme abre as portas para exibir o que tem de melhor: um visual muito bem trabalhado e bonito, detalhado e cheio de texturas. Mas insuficiente para salvar uma história fraca, que não me ganhou em nenhum momento.

Médio.

O que é legal: Uma cena em especial, onde a música Somewhere Over the Rainbow, do Mágico de Oz, acaba servindo de trilha para uma ação bem diferente do que o esperado. Gostei.

O que não é legal: Enredo atrapalhado. Parece que os caras tiveram a ideia de usar uns bonecos de pano com vida, mas não sabiam muito bem como. Então fizeram esse filme.

No trailer dá para conhecer todos os bonequinhos vodus do bem:

Olá meus caros. Após o recesso de fim de ano e uma saudável distância do computador e da televisão, voltamos às nossas atividades normais. Ou não tão normais assim, se considerarmos que o filme que inaugura 2010 no Cagando Regra foge bastante do que costuma aparecer por aqui.

A Proposta, de 2009, é uma comédia romântica extremamente… hummm… romântica, dirigida por Anne Fletcher. E como qualquer comédia romântica, é perfeita para todas as mulheres que adoram esse tipo de filme.

(Para você aí, camarada, que vai ser obrigado por sua mulher a ver esse filme, uma dica: A Proposta passa rápido e tem algumas piadas engraçadinhas. Nada de rolar de rir, mas pelo menos não é mais um filme com o Ashton Kutcher ou a Jennifer Aniston.)

Enfim, vamos ao filme. Sandra Bullock é a chefe megera e venenosa de um secretário-capacho Ryan Reynolds. Em determinado momento ela se vê prestes a ser deportada para seu país, o Canadá. Apavorada, apela para sua única alternativa, declarando ao inspetor da alfândega que ela e o pau-mandado irão se casar. Após colocar algumas condições o ASPONE aceita o negócio, porém um extenso questionário de perguntas envolvendo as intimidades do casal força os dois a viajarem para a casa da família dele, no Alasca. É aí que eles se apaixonam e encontram o verdadeiro amor. Que bonito.

Entre os méritos, valeu a indicação da Sandra Bullock para Melhor Atriz de Comédia no Globo de Ouro do dia 17. Ela esté bem no filme, mas mesmo assim acho que volta para casa de mãos vazias.

O que é legal: Sandra Bullock pelada.

O que não é legal: Combo de clichê extremo.

Só no trailer já dá para saber como o filme inteiro vai ser:

Black Dynamite

Antes de mais nada, um desabafo: depois de bastante tempo sem atualizar o blog, voltamos a nossas atividades normais. Pelo menos enquanto a agência onde trabalho não tomar todas as 24 horas do meu dia. Dito isso, vamos falar de Black Dynamite, uma piada bem legal lançada este ano pelo diretor Scott Sanders.

O filme é sobre um negão da pesada, comedor e porradeiro, que decide limpar as ruas do tráfico após o assassinato covarde de seu irmão por uma gangue de semelhantes malfeitores.

Como a sátira é escancarada, dá pra dizer que é um Corra que a Polícia Vem Aí dos filmes blaxplotation. Tirando onda, é claro, com pérolas como Shaft e Black Belt Jones. Então espere muito funk, gírias da hora, cabelos black power, peitos de loiras branquelas, piadas de cunho sexual, pipoco e muito kung-fu!

Não dá para levar nada a sério, OK? O lance é entrar na brincadeira e se amarrar no negão descendo o braço em todo mundo com tchacos e enfrentando um Richard Nixon lutador de karatê avançado.

O que é legal: Diálogos espertos, referências legais, sátira da melhor qualidade!

O que não é legal: A história é bizarra. Tem que entrar no clima mesmo pra achar divertido.

Confesso que, ao ver o trailer, tinha uma expectativa maior. Mas é uma boa diversão.

Vê aí, é engraçado. Mas antes o vídeo promocional, que é simplesmente genial:

Martyrs

Eu vivo metendo o sarrafo nos filmes de terror abobalhados e cheios de clichês. Porque me irrita! É lamentável ver uma história onde todo mundo age como idiota, até uma folha caindo da árvore fica sinistra com o volume estourando no máximo e cria-se explicações bisonhas para os atos dos personagens.

Então, lá pelo início do ano, cai em minhas mãos essa obra de arte do horror francês chamada Martyrs.

No dia em que assisti fiquei chocado com a brutalidade e o inferno de depravação criados por Pascal Laugier, este diretor sensacional. Martyrs é aterrorizante, violento, perturbador de verdade.

Como queria falar dele aqui, assisti novamente ontem. E apesar de continuar sendo um filmaço, a experiência foi bem diferente. Mais tranquila, se é que isso é possível. É exatamente por isso que não vou falar quase nada sobre a história. Qualquer spoiler aqui pode arruinar todo um trabalho de surpresa e criação de tensão extrema.

Então vamos ser bem rasos, ok? Misturando elementos de torture-porn, como em O Albergue, e assombrações orientais, como O Chamado, Martyrs conta a história de uma garota atormentada por fantasmas do passado. Em busca de vingança, ela e sua amiga de infância envolvem-se em eventos sinistros que levam a um desfecho tão bizarro quanto todo o restante da história.

Resumindo, se você quer ver um filme de terror de verdade confia em mim e vai fundo. Mas já aviso: não é todo mundo que vai gostar desse filme. Na verdade, não é todo mundo que vai suportar ir até o fim desse filme.

Veja por sua conta e risco e depois me diga o que achou. Gostando ou odiando, tenho certeza de que você não vai conseguir ficar indiferente a ele.

O que é legal: Duas francesas lindas e sensuais em situações extremas, muito sangue na tela, tensão psicológica, nervos em frangalhos. E camiseta branca molhada na chuva.

O que não é legal: Dormir depois de assistir.

Assim como este post, o trailer tenta não dar spoilers e acaba sendo meio vago. Vê aí:

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