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Archive for setembro \21\UTC 2010

Comédia de banditismo delinquente com final redentor. Um clássico!

Bad Santa veio repleto de recomendações, do nobre Túlio aos mancebos Cristiano e Eduardo. Como eles haviam dito, o filme consegue esculhambar geral e fazer um humor-negro de primeira.


Billy Bob Thornton é Willie, um vigarista alcoólatra que arma planos junto com seu comparsa para assaltar shoppings na época do Natal. Willie faz as vezes de Papai Noel, enquanto seu cúmplice entra no personagem de um perigosamente divertido elfo ajudante.

Os melhores momentos, sem dúvida, são os que colocam os dois desempenhando mal e porcamente suas funções no shopping, destratando as crianças e assediando as mães delas, até que possam encher o trenó do crime e se mandar para Miami.

Se você gosta de comédias malcriadas e levemente retardadas, pode cair dentro.


O que é legal: Um criminoso e seu ajudante. Anão. Negro. E que usa tudo isso contra os empregadores.

O que não é legal: Bad Santa, como qualquer filme familiar, precisa de um final redentor, regado a arrependimento e conversão, transformando o bandido em bom moço. Pra variar.

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Existem momentos-chave na vida que são realmente representativos, onde muitas vezes uma minoria é responsável por mudanças que redefinem o rumo de toda a maioria. É o tipo de coisa que acontece nas artes, nas ciências, na política… E, claro, no esporte.

Particularmente, são exatamente estas últimas as que mais me atraem. Talvez seja este um dos motivos que me levam a gostar tanto de filmes como Dogtown and Z-Boys, narrando o surgimento do skate como meio de expressão rebelde, agressivo e radical, ou uma história como a de Riding Giants, traçando toda a trajetória do surfe de ondas grandes através de poucos personagens.

Em Bustin’ Down the Door não é diferente. Marcado pela estética de fitas Super 8 e trilha sonora dos anos 70, o documentário de Jeremy Gosch é um exercício de nostalgia para os mais velhos, e uma bela aula para os mais novos entenderem como o surfe tornou-se a grande indústria que é hoje em dia.

O que ele narra é a chegada de alguns garotos australianos e sul-africanos ao Hawaii no inverno de 75. E o que isso tem de especial? Nada, não fossem estes garotos Shaun Tomson, Mark Richards, Wayne Rabbit Bartholomew e Ian Cairns – basicamente, os responsáveis pela transformação surreal de um elemento da contracultura em um esporte profissional. Algo impensável, equivalente a um hippie ser (muito) bem pago para ser hippie profissional nos dias de hoje. Levando-se em consideração, claro, que este hippie virasse de cabeça para baixo a maneira como a maioria dos hippies fazia as coisas até então.


Enfim… Divagações e analogias à parte, Bustin’ Down the Door é um filme precioso, valioso, não só pelas riquíssimas imagens ou por contar a história de personagens determinantes dentro de um esporte que vai muito além disso. Seu valor também vem de algo mais profundo: o reconhecimento àqueles que tiveram coragem de mudar todo o mundo em busca do mundo com o qual sonharam.

O que é legal: Nenhuma das tecnologias atuais consegue ter o charme de um vídeo Super 8. Me desculpem, mas os anos 70 têm uma estética sem igual. Vale a pena visitar o site do filme, que traz um pouco desse visual incomparável.

O que não é legal:

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