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Archive for março \27\UTC 2010

Ao que parece, este foi o grande injustiçado no Oscar. A maior parte da crítica achava que A Fita Branca, do diretor alemão Michael Haneke, deveria levar o prêmio de melhor filme, apesar de nem ter sido indicado nesta categoria. Na que ele foi indicado, para melhor filme estrangeiro, perdeu para o argentino El Secreto de sus Ojos.

É fácil entender o porquê de tanto barulho em cima de A Fita Branca. A fotografia fantástica em preto e branco e a narrativa simples, porém repleta de significados, coloca o filme no patamar das obras de arte, lembrando muito o trabalho de Ingmar Bergman. Um prato cheio para os intelectuais de plantão.

A Fita Branca se passa em 1913, e narra o período de um ano em uma pequena aldeia alemã. Como o próprio narrador diz, os eventos descritos terão grande importância em um fato histórico futuro – no caso, o nascimento do nazismo. Logo no início, o médico do vilarejo sofre um pequeno atentado. O autor do crime não é descoberto, e lentamente outros eventos assustadores tomam conta do lugar – o filho do barão é espancado, um celeiro incendiado, uma criança com deficiência tem seus olhos furados. Junto a esta pequena história policial, acompanhamos o dia a dia da aldeia. No centro dela está um grupo de crianças, bombardeadas pela repressão religiosa e o autoritarismo. Basicamente, são as relações entre os moradores do local que o filme lentamente aborda, sem tomar partido ou entregar respostas fáceis.

E que respostas. É na tarefa de compreender a origem do ódio alemão pelos judeus ou, indo mais longe, como nasce qualquer regime fascista, que Haneke se concentra. Assim ele explora o descaso dos grandes com os empregados, como no caso do barão. O egoísmo e cinismo da classe média, através da relação entre o médico e a parteira do vilarejo. E, finalmente, a mão pesada da opressão religiosa e educação rigorosa, por meio do pastor e seus filhos. São estas crianças que levarão adiante a ideologia na qual foram criadas, baseada na punição, delação e ódio.

Triste, porém verdadeiro. E, infelizmente, atual. Um filmaço.

O que é legal: Tratando-se de um filme de arte, é fácil pensar que ele possa ser chato. Porém, o que ocorre é exatamente o contrário. A Fita Branca possui diálogos sensacionais, e consegue prender a atenção por meio de suas atuações espetaculares. Não é um filme fácil e também não entrega respostas. Ao final, é impossível negar que realmente se trata de uma obra de arte.

O que não é legal: A Fita Branca passa longe do que podemos chamar de entretenimento. É lento, silencioso, não possui pontos de virada e nem um final explicativo. Digamos que ele está mais para um livro do que para um filme. Por isso mesmo, não ousaria indicá-lo para ninguém.

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Julie & Julia

Me parece uma injustiça que a Meryl Streep, campeã de indicações ao Oscar, não tenha levado o prêmio desta vez. É ela que segura este filme do início ao fim. É só buscar no Youtube para entender como sua atuação foi perfeita reproduzindo os maneirismos da cozinheira Julia Child. Pior ainda é que ela tenha perdido para a Sandra Bullock, muito mais por motivos políticos do que necessariamente por sua atuação.

Como diz o poster, Julie & Julia conta duas histórias reais. A primeira delas se passa em 2003, acompanhando a blogueira Julie Powell (Amy Adams). Com 30 anos completados, ela trabalha em uma empresa governamental, especializada em prestar apoio aos parentes das vítimas do 11 de setembro. Frustrada com sua situação, Julie embarca em um projeto pessoal: fazer as 524 receitas do livro da cozinheira Julia Child em 365 dias, e blogar todo o desenvolvimento da sua saga. E aí entramos na segunda história, contada paralelamente à primeira. Esta se passa em 1948, na França. Obrigada a viver no país devido à função do marido (Stanley Tucci) no governo, Julia Child (Meryl Streep) precisa de algo para ocupar o tempo livre. A solução surge em um curso de culinária, onde ela enfrenta o ambiente dominado por homens para tornar-se a mulher que ensinou a América a cozinhar.

Com a função de mesclar estas duas histórias está a diretora Nora Ephron, de Mensagem para Você (com Tom Hanks e Meg Ryan). O que ela tem nas mãos é um leque de opções enorme para conectar uma época à outra, seja por meio das receitas ou da própria semelhança entre as duas mulheres: ambas são funcionárias públicas, apoiadas pelos maridos em suas propostas e frustradas com seus atuais momentos de vida. Com toda essa riqueza, a direção poderia ser melhor. Não que ela comprometa, mas se apoia em alguns clichês e melodramas que não fariam falta alguma.

Como já tinha dito no início, é um filme que se salva pela atuação da Meryl Streep, além do tema gastronômico, na moda, que deixa pelo menos três vontades no ar: comer, cozinhar ou escrever. Se nenhuma delas é sua praia, ainda assim Julie & Julia tem seus méritos. É leve, bacana e um ótimo entretenimento.

O que é legal: Só o sotaque da Julia Child já é naturalmente engraçado. Colocado em situações cômicas, proporciona cenas super bem-humoradas. Para mim, o momento em que ela está determinada a aprender a cortar cebolas e é flagrada pelo marido é uma das melhores cenas do filme.

O que não é legal: O filme está povoado de clichês – as amigas de Julie, executivas bem sucedidas e workaholic, o marido que discute, vai embora e volta em duas horas, o egocentrismo da blogueira. São situações bem rasas, e até dispensáveis.

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Desde que os cinemas foram para os shoppings, assistir a um filme na tela grande tornou-se uma experiência bem diferente. É difícil não se irritar com os pipoqueiros e faladores. Além, é claro, do fato de um ingresso não estar nada barato. Tudo isso faz com que eu só vá ao cinema ver filmes que realmente valem a pena. Tratando-se de Martin Scorcese, esta fórmula é bem aplicável. E como é bom ver uma obra de um diretor com tanto talento.

Shutter Island se passa nos anos 50. Os policiais Teddy Daniels, interpretado por Leonardo DiCaprio, e seu parceiro Chuck, vivido por Mark Ruffalo, são enviados a um presídio especial para criminosos com algum tipo de loucura. Seu objetivo é desvendar o misterioso desaparecimento de uma detenta muito perigosa, acusada de afogar os três filhos em um lago. Mais que um simples caso, Teddy tem motivos bastante pessoais para encontrar a solução do mistério. Porém, nada é o que parece na ilha-presídio. Pouco a pouco, Teddy e Chuck veem-se envolvidos em uma trama claustrofóbica, que irá despertar seus próprios fantasmas.

Nas mãos de um diretor menos experiente, Shutter Island poderia ter se tornado um filme bem fraco. Nas mãos de Scorcese, o que vemos é uma grande homenagem aos filmes de suspense dos anos 50, em especial a Hitchcock. Misturando referências que vão da fotografia à maneira de contar a história, o filme está repleto de cenas fantásticas, como uma balsa que surge da névoa ou papéis que voam interminavelmente em um dos flashbacks de Teddy. Tudo isso sustentado por uma trilha sonora espetacular, que muitas vezes fala quando os personagens estão em silêncio.

Como foi dito na Folha de São Paulo, faça um favor a você mesmo e vá correndo assistir a este filme. Não pela história, nem pelo visual ou pela trilha sonora. Vá pelo conjunto. É uma rara oportunidade de entender a diferença que um diretor de verdade faz.

O que é legal: Assim como Tarantino, Scorcese é um amante do cinema. Em Shutter Island ele faz um filme de adoração, cheio de referências. Um filme de fã. E nem por isso deixa de mostrar que é ídolo também.

O que não é legal: Para qualquer um que tenha lido o Asilo Arkham ou visto alguns filmes de suspense, fica fácil entender o rumo das coisas logo no início do filme. Mas surpreender não parece ser o objetivo de Scorcese, e sim contar a história de uma forma surpreendente. São coisas bem diferentes.

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Os Homens que não Amavam as Mulheres é a primeira parte da trilogia Millennium, baseada nos best-sellers do sueco Stieg Larsson. Larsson foi o segundo autor mais vendido no mundo em 2008, ficando atrás apenas do escritor Khaled Hosseini e seu Caçador de Pipas. Somente o primeiro volume, que dá nome ao filme, vendeu mais de 8 milhões de cópias.

Tudo começa quando o jornalista Mikael Blomkvist publica uma reportagem denunciando os negócios sujos do megaempresário Wennerström, envolvendo tráfico de armas e drogas. Entretanto, provas forjadas e documentos falsos fazem com que ele seja acusado e condenado à prisão. Porém seus esforços são reconhecidos por outro magnata, Henrik Vanger, que contrata Mikael para investigar o desaparecimento de sua sobrinha, ocorrido há 40 anos. Vanger tem certeza de que a garota foi assassinada por um dos membros de sua família. Enquanto isso, a hacker Lisbeth Salander recebe a tarefa de investigar a vida pessoal de Mikael. Assim que ela tem acesso ao computador do jornalista, envolve-se na trama e une-se a Blomkvist para ajudá-lo a solucionar o mistério.

Apesar da estética moderninha, Os Homens que não Amavam as Mulheres é um filme de investigação bem clássico, com suspeitos que lembram muito personagens como o Coronel Mostarda e a Dona Branca, do jogo de tabuleiro Detetive. Deixando o glamour dos detetives de lado, o que vemos são elementos bem mundanos, dando um aspecto vagabundo aos cenários, personagens e à própria história. Nada parece irreal ou forçado.

Achei um bom filme, apesar de não concordar com a exagerada crítica internacional, como a da Empire, que chegou a considerar Os Homens que não Amavam as Mulheres uma obra-prima.

Como acontece com a maioria dos bons filmes falados em uma língua diferente do inglês, em breve o thriller sueco vai ganhar uma adaptação de Hollywood, com o nome The Girl With the Dragon Tattoo e provável direção de David Fincher.

Tenho a impressão de que ainda vamos ouvir falar bastante sobre este filme.

O que é legal: No geral, a direção de Niels Oplev não traz nada marcante ou inovador. Apesar disso, o sueco mostra estilo em algumas cenas excelentes, como a que envolve Lisbeth e seu agente de condicional ou o momento em que o mistério é revelado.

O que não é legal: Como no irritante A Órfã, em alguns pontos a burrice dos personagens atinge níveis extremos para que a história possa ter continuidade. Mas, ao contrário do outro filme, aqui isto não compromete o desenvolvimento do conjunto.

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Depois de assistir a coisas como Apocalypse Now, Platoon, a série Band of Brothers e até o recente vencedor do Oscar, The Hurt Locker, fica realmente complicado ver filmes de guerra. O padrão de qualidade vai lá nas alturas.

Mesmo assim, decidi arriscar um novo candidato, olhando apenas o poster. Confesso que tinha uma certa esperança com relação a The Objective. Que engano. Uma olhada mais atenta no cartaz nos mostra o nome de Daniel Myric, o diretor da Bruxa de Blair.

É isso aí. Torça o nariz e prepare seu capacete, porque lá vem uma granada.

Após os atentados de 11 de setembro, a CIA detecta uma estranha atividade nuclear nas montanhas do inóspito território do Afeganistão. Temerosa com relação a uma nova arma terrorista da Al-Qaeda, a agência envia o agente Keynes ao local, com a missão de investigar um suspeito líder muçulmano.

Um grupo de atores ruins, interpretando soldados americanos, é escolhido para acompanhar Keynes na missão. Porém esta jornada esconde muito mais do que parecia à primeira vista.

Ao entrar em uma espécie de vale amaldiçoado, o grupo depara-se com uma ameaça sobrenatural. Estranhas luzes apavoram o pelotão durante a noite, e as pistas encontradas indicam que estes homens estão prestes a enfrentar uma ameaça vinda de outro planeta: os romonos.

Os romonos são OVNIs em forma de um triângulo invertido, que já apavoravam a humanidade desde os tempos de Alexandre o Grande. Os romonos desintegram os humanos. Passam invisíveis no céu durante o dia. Não possuem a menor piedade. E estão prontos para exterminar de vez o grupo de Keynes.

Certa vez, Daniel Myric disse que não tinha pressa de fazer novos filmes após a Bruxa de Blair, pois não queria manchar sua carreira com obras que não se orgulhasse. Se depender de mim, não foi dessa vez que ele conseguiu manter a promessa.

O que é legal: Quando vemos pela primeira vez que o inimigo não é humano, parece que o filme vai dar uma bela guinada para o alto. Chega a ser empolgante, já que a história vinha meio devagar. Uma pena que, logo em seguida, esta animação vá por água abaixo.

O que não é legal: As armas parecem de plástico. Os atores também.

O trailer engana:

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Como vocês podem ver, eu não sou nenhum crítico de cinema. Não tenho o menor conhecimento para avaliar filme algum do ponto de vista da arte, da técnica ou de sua relevância. É por isso que não tenho como tolerar coisas como um pastor de ovelhas cazaque que passa o filme inteiro tomando sutis porradas da vida, ou entender algo tão complexo quanto a extração de alma do Paul Giamatti.

Em compensação, eu gosto muito de ver filmes. Principalmente se eles estiverem repletos de elementos bizarros, loops temporais, tiros e lutinhas. Foi por isso mesmo que, depois de aturar o lerdo Tulpan, precisei limpar minha cabeça com um filme bem explosivo.

Este filme é Ong Bak 2, dirigido e estrelado pelo lendário Tony Jaa, o Bruce Lee da Tailândia.

Ong Bak 2 conta a história de Tien, um guerreiro que desde criança carrega em seu coração a chama da vingança. Tien é jogado em um poço de crocodilos e, graças à sua bravura, consegue escapar com vida. Chernang, um mestre ninja das artes marciais, assiste a todo o episódio e, fascinado pela coragem do garoto, adota-o como seu pupilo.  Após anos de treinamento nas montanhas, onde aprende os segredos da luta e do manejo de armas, Tien finalmente está pronto para liderar o bando de Chernang. Porém, o desejo de vingar a morte de seus pais ainda toma conta de Tien, que abandona sua gangue para ir de encontro a Rajasena, o homem que cruelmente exterminou seus familiares.

Que roteiro clássico! Nada como uma simples história de vingança para mostrar o que realmente interessa: pancadaria generalizada, golpes brutais, joelhadas na cara e confrontos com espadas samurai. Ong Bak 2 tem coreografias que deixariam até a Deborah Colker envergonhada, procurando entender como Tien consegue se mover tão rápido, enquanto decepa centenas de inimigos e deixa um rastro de corpos ao seu redor.

Tien domina os elefantes. Negocia com a morte. Arranca a cabeça de uma bruxa. Fura o olho de um vilão thailandês. Enfrenta chefes de fase! Esse filme é animal! Recomendo muito aos fãs de artes marciais e comunidade ninja em geral.

O que é legal: Wolf Trumping Rope Dart! Giant Falling Sweep! Katana Slasher! Flick of the Saber!

O que não é legal: Não entendi nada do final. Mas isso não importa muito, já que a história não é lá a grande atração do filme.

Esse é o trailer mais videogame de todos os tempos! Os nomes dos golpes são espetaculares!

vocês podem ver, eu não sou nenhum crítico de cinema. Não tenho o menor conhecimento para avaliar filme algum do ponto de vista da arte, da técnica ou de sua relevância. É por isso que não tenho como tolerar coisas como um pastor de ovelhas cazaque que passa o filme inteiro tomando sutis porradas da vida, ou entender algo tão complexo quanto a extração de alma do Paul Giamatti.

Em compensação, eu gosto muito de ver filmes. Principalmente se eles estiverem repletos de elementos bizarros, loops temporais, tiros e lutinhas. Foi por isso mesmo que, depois de aturar o lerdo Tulpan, precisei limpar minha cabeça com um filme bem explosivo.

Este filme é Ong Bak 2, dirigido e estrelado pelo legendário Tony Jaa, o Bruce Lee da Thailândia.

Ong Bak 2 conta a história de Tien, um guerreiro que desde criança carrega em seu coração a chama da vingança. Tien é jogado em um poço de crocodilos e, graças à sua bravura, consegue escapar com vida. Chernang, um mestre ninja das artes marciais, assiste a todo o episódio e, fascinado pela coragem do garoto, adota-o como seu pupilo.  Após anos de treinamento nas montanhas, onde aprende os segredos da luta e do manejo de armas, Tien finalmente está pronto para liderar o bando de Chernang. Porém, o desejo de vingar a morte de seus pais ainda toma conta de Tien, que abandona sua gangue para ir de encontro a Rajasena, o homem que cruelmente exterminou seus familiares.

Que roteiro clássico! Nada como uma simples história de vingança para mostrar o que realmente interessa: pancadaria generalizada, golpes brutais, joelhadas na cara e confrontos com espadas samurai. Ong Bak 2 tem coreografias que deixariam até a Deborah Colker envergonhada, procurando entender como Tien consegue se mover tão rápido, enquanto decepa centenas de inimigos e deixa um rastro de corpos ao seu redor.

Recomendo muito aos fãs de artes marciais e comunidade ninja em geral.

O que é legal: Tien domina os elefantes. Negocia com a morte. Arranca a cabeça de uma bruxa. Fura o olho de um vilão thailandês!

O que não é legal: Não entendi nada do final. Mas isso não importa muito, já que a história não é lá a grande atração do filme.

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Já entraram alguma vez no site do Tom Cruise?

Assim que você acessa, o site carrega um vídeo com alguns dos momentos mais importantes da carreira dele. Dando um desconto para a trilha (até aparecer o Collateral, depois melhora), o que vem é um pequeno resumo de todos estes anos de cinema. O cara fez coisa! Soube escolher seus papéis e filmes e mostrou que é muito mais que um galã adorado pelas mães. Tom Cruise é um baita ator, e no Operação Valquíria ele mostra mais uma vez porquê.

No filme de Bryan Singer, Tom Cruise é o Coronel Claus von Stauffenberg – um oficial nazista, descontente com o rumo que as coisas tomaram na Alemanha sob a tutela de Hitler. Seu descontentamento o leva a um grupo de oficiais rebeldes, também indignados. É este grupo que tentará colocar em prática um plano audacioso: matar Hitler.

Para chegar lá, será preciso explodir o Führer em uma de suas reuniões de instruções, para que possa ser acionado o plano Valquíria, previamente modificado pelos conspiradores para usar o exército reserva em prol de suas causas, rendendo todo o alto comando da SS. Na teoria parece lindo. Mas, no fim das contas, as coisas não saem bem como o planejado.

É aí que está o grande mérito de Operação Valquíria. Como o filme é baseado em fatos reais, sabemos desde o início que Stauffenberg e sua turma não vão conseguir chegar ao seu objetivo. Mesmo assim, a história é tão bem contada que você chega realmente a torcer para que o plano funcione.

Filme interessante.

O que é legal: O elenco, principalmente Tom Cruise, está muito bem. Tem que ser um grande ator para interpretar um coronel sem dedos e tapa-olho sem cair no caricato.

O que não é legal: Demora um pouco pra engatar…

O trailer:

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