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Archive for novembro \23\UTC 2009

Eu vivo metendo o sarrafo nos filmes de terror abobalhados e cheios de clichês. Porque me irrita! É lamentável ver uma história onde todo mundo age como idiota, até uma folha caindo da árvore fica sinistra com o volume estourando no máximo e cria-se explicações bisonhas para os atos dos personagens.

Então, lá pelo início do ano, cai em minhas mãos essa obra de arte do horror francês chamada Martyrs.

No dia em que assisti fiquei chocado com a brutalidade e o inferno de depravação criados por Pascal Laugier, este diretor sensacional. Martyrs é aterrorizante, violento, perturbador de verdade.

Como queria falar dele aqui, assisti novamente ontem. E apesar de continuar sendo um filmaço, a experiência foi bem diferente. Mais tranquila, se é que isso é possível. É exatamente por isso que não vou falar quase nada sobre a história. Qualquer spoiler aqui pode arruinar todo um trabalho de surpresa e criação de tensão extrema.

Então vamos ser bem rasos, ok? Misturando elementos de torture-porn, como em O Albergue, e assombrações orientais, como O Chamado, Martyrs conta a história de uma garota atormentada por fantasmas do passado. Em busca de vingança, ela e sua amiga de infância envolvem-se em eventos sinistros que levam a um desfecho tão bizarro quanto todo o restante da história.

Resumindo, se você quer ver um filme de terror de verdade confia em mim e vai fundo. Mas já aviso: não é todo mundo que vai gostar desse filme. Na verdade, não é todo mundo que vai suportar ir até o fim desse filme.

Veja por sua conta e risco e depois me diga o que achou. Gostando ou odiando, tenho certeza de que você não vai conseguir ficar indiferente a ele.

O que é legal: Duas francesas lindas e sensuais em situações extremas, muito sangue na tela, tensão psicológica, nervos em frangalhos. E camiseta branca molhada na chuva.

O que não é legal: Dormir depois de assistir.

Assim como este post, o trailer tenta não dar spoilers e acaba sendo meio vago. Vê aí:

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O que é mais legal em um filme de terror? Mostrar uma menina que na verdade é adulta e possui uma doença louca e improvável ou brincar com os medos que existem em cada um? Pois bem, quando a segunda opção é feita com competência, tem tudo para tornar-se um sucesso.

Quantas vezes você não ouve barulhos estranhos durante a noite? Na maioria dos casos eles vêm do encanamento, do vento, de estalos nos móveis ou na geladeira. Mas… E se não vierem? Buuuu! Vistam suas fraldas e preparem-se para um grande cagaço!

Este medo tão comum é a base de Paranormal Activity. Mas, ao invés de virar para o lado e dormir, o casal Micah e Katie decide instalar uma câmera no quarto e filmar tudo que acontece durante a noite. E saber que algo acontece enquanto você não vê é bem assustador. Principalmente quando, já nas primeiras gravações, fica comprovado que há uma entidade demoníaca na casa, perseguindo Katie desde os oito anos de idade e assombrando a vida do casal.

É sobre estas evidências que o diretor estreante Oren Peli constrói seu filme. Usando imagens documentais, como na Bruxa de Blair, tudo fica mais verdadeiro. Não é inovador, mas funciona muito bem. Prova disso é que Paranormal Activity é o maior fenômeno de bilheteria dos últimos tempos, faturando um turbilhão de dinheiro. O que não significa, vejam só, que seja um filme memorável. Mas como diversão é um puta entretenimento.

Se você passar por ele com tranquilidade, sem gritinhos histéricos nem choradeira, pode ir para o terror francês Martyrs. Esse sim é um filmaço perturbador. Em breve falo dele aqui, porque realmente vale a pena.

Até lá, convide aquela gatinha e vá ao cinema assistir Paranormal Activity. Certeza que ela vai querer dormir na sua casa.

O que é legal: No início, a assombração manifesta-se basicamente através de barulhos. No decorrer do filme as coisas vão ficando cada vez piores. A tensão vai crescendo, e os sustos ficando cada vez melhores. Tudo isso sugerindo ao invés de mostrar, o que abre as portas da imaginação e nos poupa de recursos apelativos.

O que não é legal: No meio do filme o roteiro se perde um pouquinho, tentando justificar algo que não precisa de justificativa por meio de uma história paralela. Mas passa na boa.

O trailer mostra também a reação da plateia em algumas cenas. Tem gente ali que não vai ver Martyrs

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Assisti de volta. Sempre que quero dar umas risadas ponho esse DVD.

É engraçado pra caralho!

Lançado em 2007 e dirigido por Greg Mottola, Superbad é mais um filme da turminha do Judd Apatow e Seth Rogen, os caras que comandam a comédia atualmente em Hollywood. Então, é de se esperar que ele vá na mesma levada que tem catapultado filmes como Ligeiramente Grávidos e O Virgem de 40 Anos ao sucesso: trabalhar um tema batido pra cacete com uma abordagem bem moleque, cheia de ginga, com piadas envolvendo drogas e nerdices.

Aqui, no caso, o tema é o mesmo dos lazarentos American Pie e tantos outros do mesmo estilo. Pouco antes da formatura do colégio, três grandes amigos – o gordo neurótico e exibido, o magrelo de coração mole e o nerdzinho caricato – bolam um plano genial para conseguirem transar antes de chegarem à universidade. Mas como nossos heróis cabaçotes irão fazer isso? Surge um plano. Comprar bebidas para a festa de uma garota com a carteira de identidade falsificada de um deles. É claro que o plano não sai bem como eles imaginavam, e então começa um ataque de piadas hilárias e politicamente incorretas envolvendo pinto, menstruação, Star Wars e virgindade adolescente.

Além de engraçado, chega a ser cativante. Recomendo muito para você, amigo, que está aí meio borocoxô porque tomou uma comida de rabo do chefe, ou para você, amiga que está aí se enchendo de sorvete e brigadeiro porque o professor de Body Pump só te quis por uma noite e nada mais.

Se ainda não viu vai lá, é de se cagar de rir.

O que é legal: Muitos diálogos engraçados, piadas inteligentes, piadas pastelão, grandes sacadas! Pro Jason Biggs aprender que esconder o pinto com torta de maçã não é engraçado.

O que não é legal: Tem uma piada ali com os Beatles que não ficou convincente vinda da boca de um guri de 17 anos. O Greg Mottola se emocionou e deixou essa aí picar no roteiro.

Taí o trailer, ruim e cheio de spoiler:

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chocolate

Gangues. Chefões de fase. Lutinha de espadas. Voadora!

Apesar da japa bonitinha e o nome de comédia romântica na capa… Chocolate é um filme de kickboxing! De porradaria a rolê!

E é feito na Tailândia, a terra dos kickboxers!

A história toda gira em torno de uma menina, filha de um Yakuza com uma criminosa tatuada erótica. A garotinha tem autismo, e passa os dias assistindo a filmes de pancadaria. Ela desenvolve o talento de lutar, mas ele só é colocado em prática quando a família precisa de dinheiro e ela resolve cobrar o faz-me-rir que algumas pessoas devem pra mãe dela.

Aí o pau come.

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Voadora, cotovelada, joelhada… Ela desce o braço! Na fábrica de gelo, no açougue, a menina vai pra guerra. Tudo isso enquanto a trama desenvolve um lado meio dramalhão, mas que não atrapalha em nada as cenas de ação, e que vai culminar em duas das cenas mais legais que eu já vi. A última pancadaria é coisa de videogame, dá gosto de ver.

Porra, o Zack Snyder e o Cristopher Nolan deviam ver esse filme pra aprender a fazer cena de luta, não aquelas merdas do Watchmen e do Batman.

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E tem mais: Prachya Pinkaew, o diretor do filme, fez tudo sem cabos, sem dublê, sem nada. A porradaria é de verdade, nos créditos aparecem algumas cenas. Tem ator caindo da marquise, tomando chute na cara, é um festival de gelo e maca pra tudo quanto é lado.

O que é legal: Sabe quando você era moleque, assistia a filmes de ninja e queria chegar na escola dando voadora em todos os seus amigos? Então.

O que não é legal: Tem uma trama paralela educacional que envolve o autismo, na melhor escola Glória Perez de novelas temáticas. Mas, pelo que andei vendo, parece ser uma característica meio tailandesa mesmo todo esse melacuequismo.

E o chocolate? Aí você vai ter que ver o filme. Mas no trailer aí embaixo já dá pra sacar qual é:

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Me emocionei.

Vamos começar com a melhor cena de todo o filme: os quatro sobreviventes do contágio desmorto, em uma mansão de Beverly Hills, fumando maconha com o Bill Murray zumbi!!!

Porra, três linhas e já dava para dar nota 10 pra este filme!

Mas ainda tem muito mais. Pegue este roteiro bobinho do moleque do Adventureland que, diante da invasão dos zombies, decide ir até sua cidade encontrar os pais que sempre foram ausentes. No caminho ele conhece pessoas que realmente eram o que ele imaginava como uma família.

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Mequetrefe hein? Agora, junte a esta novelinha zumbi estilo Rede Record um Woody Harrelson assassino por natureza, a guria do Superbad, a Pequena Miss Sunshine com uma 12 na mão, piadas espertas pra caralho, uma direção muito massa, aquele clima de “ah, que pena que acabou” e, finalmente, For Whom The Bell Tolls… Pronto, você tem um filmaço! Uma zumbificina sem precedentes! Uma comédia com tudo que é legal, humor ácido, referências a um monte de filmes e nerdagens, Metallica!

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Estou com uma baita inveja do Ruben Fleischer, o diretor. Queria muito que fosse o meu nome naqueles créditos legais pra cacete ao invés do dele.

Zombieland é o tipo de filme divertido que eu gostaria de ter feito. Demais!

O que é legal: Tudo.

O que não é legal: Nada.

Taí o trailer. Vale muito o ingresso abusivo dos cinemas:

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