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Archive for the ‘Comédia’ Category

Comédia de banditismo delinquente com final redentor. Um clássico!

Bad Santa veio repleto de recomendações, do nobre Túlio aos mancebos Cristiano e Eduardo. Como eles haviam dito, o filme consegue esculhambar geral e fazer um humor-negro de primeira.


Billy Bob Thornton é Willie, um vigarista alcoólatra que arma planos junto com seu comparsa para assaltar shoppings na época do Natal. Willie faz as vezes de Papai Noel, enquanto seu cúmplice entra no personagem de um perigosamente divertido elfo ajudante.

Os melhores momentos, sem dúvida, são os que colocam os dois desempenhando mal e porcamente suas funções no shopping, destratando as crianças e assediando as mães delas, até que possam encher o trenó do crime e se mandar para Miami.

Se você gosta de comédias malcriadas e levemente retardadas, pode cair dentro.


O que é legal: Um criminoso e seu ajudante. Anão. Negro. E que usa tudo isso contra os empregadores.

O que não é legal: Bad Santa, como qualquer filme familiar, precisa de um final redentor, regado a arrependimento e conversão, transformando o bandido em bom moço. Pra variar.

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Grown Ups é aquele tipo de filme em que logo percebe-se que os atores certamente divertiram-se mais fazendo as gravações do que o próprio público que irá assistir a parada.

Não que isso seja ruim. O filme é bem divertido e tem o ritmo saudosista de uma boa Sessão da Tarde, em que dormia-se no final e podia-se perder a lição de moral do final feliz sem maiores preocupações.

A maior parte do filme concentra-se nos cinco amigos interpretados por Adam Sandler, Kevin James, Chris Rock, David Spade e Rob Schneider. Após 30 anos da formatura do colégio, os camaradas encontram-se para um final de semana envolvente na casa do lago de seu antigo treinador de basquete. E então… Bom, então eles divertem-se, tiram sarro um do outro, praticam pesca, bullying, e a coisa não desenvolve muito mais do que isso.

Então, qual é a graça nessa porra?

A graça está no talento dos cinco em fazerem boas piadas (não que isso salve o Adam Sandler desse estigma de Didi-salvador do mundo-sentimental que ele tem). Ao ver aqueles homens casados, crescidos, com filhos e família, lembrando suas peripécias de quando eram mais novos, é impossível não se imaginar em uma situação parecida. E isso talvez seja a coisa mais legal da história.

Grown Ups não é complexo nem nada de sensacional. É apenas divertido.

Assista de tarde.

O que é legal: O filme passa rapidinho, e participações do Steve Buscemi são sempre um bônus.

O que não é legal: Mais uma vez o Adam Sandler surge no final com uma lição de moral bisonha para salvar o dia.

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Quando essa turma do stand-up se reúne, normalmente sai coisa boa.

PARÊNTESE: O stand-up americano é muito bacana, eles fazem isso há bastante tempo e é da cultura deles. No Brasil, acho 99% das coisas que vi até hoje ruins pra cacete. É só nego fazendo piada ruim, mas com um tom de voz que praticamente obriga um monte de gente pré-disposta a rir a… dar risada. Fim do parêntese.

Vou retormar o raciocínio. Essa turma formada por Seth Rogen, Jonah Hill, Chris Rock e Adam Sandler é especialista em fazer humor bacana (apesar de que o Adam Sandler anda querendo ser o herói mela-cueca ultimamente). Então o que acontece em Funny People é bem o que se espera: um filme com momentos engraçados, típicos do Judd Apatow, momentos de drama mela-cueca, típicos do Adam Sandler, momentos maconha, típicos do Seth Rogen, e uma história que parece não ter uma linha bem definida, típica de uma apresentação de stand-up.

No início da história, o Adam Sandler é um comediante famoso e rico, que faz filmes pastelão do tipo dos irmãos Wayans. Tudo vai bem, até ele descobrir que tem câncer. Nesse meio tempo, ele contrata o Seth Rogen, um comediante amador, para escrever suas piadas. E os dois viram amigos. Um monte de sub-tramas aparece no meio do filme, mas resumindo é isso aí.

Se você prestar atenção nas categorias, ali no fim do post, vai ver que coloquei Funny People como comédia. Porém não se engane. Apesar dos momentos engraçados e inteligentes, não é um filme daqueles pastelões em que, dependendo do seu humor, você rola de dar risada.

Nesse caso, prefira os Wayans.

O que é legal: Como a história gira em torno de comediantes stand-up, e os atores realmente são comediantes stand-up de verdade, as piadas que vemos ali são bem engraçadas (a maioria) e infinitamente superiores àquelas que você vai ser obrigado a ouvir no “barzinho”.

O que não é legal: O filme não tem muita linha, parece tudo jogado, desorganizado. O dramalhão se mistura à comédia de um jeito estranho, e o final tem umas cenas lamentáveis. Adam Sandler, né?

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Youth in Revolt

Que comédia bizarra.

Youth in Revolt é algo como um “Clube da Luta nerd”.

Michael Cera (interpretando ele mesmo, como sempre) é Nick, o típico garoto derrotado que passa seus dias dedicando-se à masturbação plena. Sua mãe vive tendo casos com tipos bastante cafajestes e seu pai é o Steve Buscemi (yeah!). Mesmo em meio a toda a confusão que permeia sua vida, Nick consegue ser um bom garoto. Isso até ele conhecer Sheeni em um acampamento de trailers.

Sheeni é cool, é cult, é hype, é pedante, é fã do Godard.  É liberal com o ato de um quase desconhecido espalhar filtro solar em sua bunda e acha tudo que vem da França melhor. Basicamente, ela é insuportável. Mas não para Nick, que apaixona-se imediatamente pela garota.

Assim, nosso jovem herói tenta de tudo para conquistar a menina. Entretanto isso só será possível se ele ouvir os conselhos dela e, definitivamente, tornar-se um cara mau. E o jeito como isso acontece é o que esse filme tem de mais legal.

Ao invés de simplesmente virar outra pessoa, Nick cria uma personalidade paralela, que interage com ele e representa toda sua noção de bad boy. Esse cara tem bigodinho, calça branca, usa Ray-Ban, fuma e cospe no chão… É uma versão fringe do Michael Cera!

O problema é que os dois vão muito a fundo na história, arranjando problemas reais com a lei e complicando cada vez mais sua situação. Neste caminho, bem propício para uma avalanche de clichês, o que acontece é o contrário – situações inesperadas e bem engraçadas.

Youth in Revolt é criativo e divertido. Gostei bastante.

O que é legal: Além de interpretar ele mesmo, o Michael Cera conseguiu interpretar uma segunda versão de si próprio! Tudo isso fingindo que é um personagem! Não sei vocês, mas eu achei genial.

O que não é legal: O filme é bastante inventivo, mas mesmo assim os produtores acharam que precisavam chamar a atenção para ele de outra maneira. O jeito escolhido foi enfiar aquele gordo do Hangover na história, em um papel bem ruim e sem graça. Fora, Zach Gafilinakanaiskais! Vá fazer o Hangover 2 e contente-se com isso.

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Às vezes, como compensação pelas atrocidades que faço minha namorada assistir, tenho a obrigação moral de ver alguma comédia romântica. De longe não é meu gênero preferido, mas algumas delas conseguem ser divertidas. É o caso de Simplesmente Complicado.

O filme de Nancy Meyers, que já havia feito os similares Alguém tem que Ceder e O Pai da Noiva, vem com um elenco de primeira categoria. Meryl Streep, excelente como sempre, é o pivô central de uma situação interessante: na festa de formatura do filho, acaba tendo um remember com o ex-marido, o bom e velho canastrão Alec Baldwin, que a havia trocado por uma esposa mais jovem e sinuosa. De traída, Meryl torna-se a outra.

O problema é que tudo isso acontece justo quando ela estava começando a conhecer melhor o arquiteto responsável pela reforma de sua casa, o nem sempre engraçado Steve Martin.

Está formado um triângulo amoroso.

Se estivéssemos falando de atores mais jovens ou menos talentosos, Simplesmente Complicado passaria como um filme qualquer, chegando a ser irritante. Felizmente não é o caso. A performance do trio encaixa perfeitamente no mundo de Manoel Carlos criado por Nancy Meyers, onde tudo é chique, elegante e um pouco esnobe.

O cenário é o ideal para algumas piadas inteligentes e outras tantas beirando o pastelão, porém tão engraçadas quanto – piada com maconha, piada com gente pelada, piada com sexo entre gente mais velha.

Enfim, piada, sem a tradicional previsibilidade das comédias românticas nem as atuações bizarramente lamentáveis de Gerard Butler, Jennifer Aniston ou Ashton Kutcher.

Para um domingo à tarde, Simplesmente Complicado é um filminho bem agradável.

O que é legal: Atuações de primeira. Se o roteiro tem suas falhas, o elenco principal não poderia ser melhor.

O que não é legal: O resto das atuações é bem mequetrefe. A Meryl tem um grupo de amigas que, francamente, não existe nem nos sitcoms mais caricatos da Warner.

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Gerard Butler, o Rei Leônidas de 300, teve uma passagem meteórica pelo Carnaval brasileiro, que não ficou devendo em nada ao seu personagem espartano. O cara botou pra quebrar! De norte a sul do país, o estimado guerreiro agarrou tudo quanto é modelo e aspirante à fama de que se tem notícia. Certamente, um fato que o ajudou muito nesta empreitada foi a reviravolta inesperada em sua carreira, indo de rei brucutu a galã de comédia romântica em pouquíssimo tempo. E um destes exemplos é P.S. I Love You.

Neste caramelado filme de amor e paixão, o Rei Leônidas é casado com a Menina de Ouro (Hilary Swank). Apesar dos pesares os dois se amam, e é isso que importa, não é mesmo? Pois então. O problema é que o cara morre. Pior: morre novo. Temos então uma jovem viúva, desconsolada pela perda, lutando para superar este terrível episódio.

A forma que ela fará isso é doce como um churros de leite condensado: com a ajuda de seu falecido marido, ora pois. Antes de morrer, o apaixonado Leônidas deixou diversas cartas para a Menina de Ouro, instruindo-a sobre o que fazer para que pudesse esquecê-lo e tocar sua vida. Todas as cartas são assinadas com um P.S., que você já deve imaginar qual é.

Assim, podemos acompanhar todo o processo de libertação da menina, seus sentimentos e vivências, rumo a um final que, por incrível que pareça, foge do óbvio esperado.

O que já coloca este filme muito à frente de outras comédias românticas.

O que é legal: Dentro de um gênero que não inova em praticamente nada, até que há alguma coisa diferente em P.S. I Love You. Talvez pelos personagens não serem tão idiotas, ou apenas pelo filme valorizar muito mais o romance com uma lembrança que se foi do que com as possibilidades que a própria vida oferece.

O que não é legal: Não quero ser machista nem desagradável, mas… é uma comédia romântica.

Segue o trailer. Cuidado para não chorar:

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Que filme engraçado!

Ricky Gervais, com sua tradicional cara de bobo, vive em um mundo onde não existe mentira. Para que este conceito não exista, também não podem haver meias-verdades ou omissões. Então, todo mundo fala o que pensa, sem o menor pudor. As relações amorosas e trabalhistas são bizarras, com coisas do tipo “estamos jantando mas eu não vou dar pra você” e “ainda bem que você foi despedido”.

Neste mundo, o personagem é um escritor derrotado de programas de história, uma coisa meio Tele Curso 2000 sobre o século XVI. E, convenhamos, ele é bem ruinzinho. Então é mandado embora e, precisando de dinheiro, tem a ideia mais genial de todos os tempos: ele cria a mentira! É um conceito que ninguém entende, e logo ele vê o poder que isso pode ter.

Se apenas isso já seria um fértil terreno para piadas de todos os tipos, imagine tratando-se de Ricky Gervais. Acaba sobrando para emprego, propaganda e, claro, religião. Aliás, é sobre este tema que o diretor cria as melhores cenas do filme. E que cenas. Controversas, críticas e ácidas ao extremo.

Vale a pena, excelente comédia.

O que é legal: Todo mundo está nesse filme. Edward Norton, Tina Fey, Philip Seymour Hoffman e até o gordo do Superbad (que agora tá em todas). O Edward Norton aparece rapidinho, mas é engraçado pra caralho!

O que não é legal: O filme tem tanta piada que uma hora fica até cansativo. Cada cena é uma metralhadora, e uma hora isso cansa. Mas talvez o romance chatinho da história não fosse a melhor maneira de resolver esse problema. Para parar de rir muito, não precisa todo um melodrama. Enfim.

Tem mentira no trailer ou não? Bem legal:

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