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Archive for the ‘Exploitation’ Category

Dedos arrancados com faca cega. Dedos decepados dentro do missoshiru. Dedos arrancados com estilete. Não importa como, se tem uma coisa que Outrage manda longe são os dedos da Yakuza.

A trama é um pouco confusa, até porque torna-se virtualmente impossível entender bem o papel de cada personagem em um filme cheio de japoneses de terno preto. Não me levem a mal, por favor, mas eu tenho dificuldade em diferenciar. É como nos filmes de guerra, que demoro a entender quem é quem naquele mar de soldados vestidos do mesmo jeito e com as mesmas caras de mulambentos selvagens.

Enfim. O que acontece é que as várias famílias da Yakuza jogam um jogo de poderes, onde cada um interpreta seu personagem rumo ao poder e ao dinheiro. Traição, mentira, trapaça. Outrage possui todos os ingredientes de uma novela mexicana, mas com o tempero do wassabi e a crueldade da terra do sol nascente. Neste jogo, o personagem do psicótico Takeshi Kitano deveria ter pendurado as chuteiras há muito tempo. Ele é um mafioso das antigas, que respeita a honra e a tradição de cortar os dedos por qualquer motivo (o seu e o dos outros). É desse jeito que ele se mete em uma grande enrascada, onde ninguém é confiável e a violência rola solta.

Bom filme para quem curte a insanidade violenta dos japoneses.

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Você aí, que ficou todo deslumbrado e assustadinho com o Cisne Negro, devia ver esse filme aqui pra entender o que é alguém buscar seu lado sinistro. Nele, o Dustin Hoffman é um cientista matemático muito pacato, adepto dos blazers de lã, óculos fundo de garrafa e outros acessórios caricatos. Isso em 1971, é claro, quando o filme foi feito. Hoje em dia é moda andar vestido de Bill Gates. Enfim, o caso é que ele é casado com uma mulher que não usa sutiã e esbanja sensualidade. Então este casal peculiar muda-se para uma cidadezinha da Escócia infestada de rednecks escoceses, uns caipiras bêbados de whisky muito truculentos e barra-pesada. O problema é que eles estão trabalhando na reforma da casa de nosso amigo estudioso dos números. A sujeira só está para começar.

Como eu disse, este filme é de 1971, dos bons tempos dos filmes com personagens que reagem. Não tem essa de correr pra baixo da cama, se esconder no sótão, fugir pro meio da floresta. Nessa época os personagens davam seu jeito de resolver as coisas. Então o que acontece é que alguns problemas começam a aparecer, e o Dustin Hoffman precisa se virar para dar um jeito nisso. E é o jeito como esse professor bundão vai se transformando em um vingador irracional que é sensacional. É isso que dá um sarrafo em qualquer filmeco de balé pretensioso e cheio de arte vigarista. Porra, o Dusatin Hoffman prende uma armadilha de urso na cabeça de um cara! Aí entra em cena a mão do diretor Sam Peckinpah, que poderia tranquilamente mijar em cima dos blu-ray de todos os indicados ao Oscar de 2011. Sam Peckinpah, o mestre da câmera lenta, é também o mestre da edição, da tensão e do climax violento. Explosivo.

Quando estava procurando o poster, encontrei um cara dizendo que o Straw Dogs é lento e mal executado. Uma bobagem, é claro, quando a grande graça é ir até o limite junto com o protagonista. Por isso, amigo, não fale besteira. Veja esse filme e aprenda de uma vez por todas: são filmes como esse que fazem o cinema ser o que é. E não é nenhum Colin Fith gago nem Natalie Portman dançarina virgem que vão conseguir provar o contrário.

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Mais um filme inglês sobre hooligans, gangues e muita violência.

Rise of the Footsoldier veio muito bem recomendado pelo pessoal aqui da agência. Por outro lado, o Rotten Tomatoes escancara implacáveis 14% de aprovação na história. Para mim, o filme ficou entre essas duas opiniões.

Não é uma bomba medíocre, mas também está longe de ser um filmaço.


Por tratar-se de uma história baseada em fatos reais, Rise of the Footsoldier não possui muitos artifícios de roteiro ou viradas interessantes. É seco, cru, real como uma briga de torcidas.

No início o diretor Julian Gilbey procura nos contar a saga de Carlton, um inglês metido a valentão (como a maioria dos ingleses), envolvido constantemente em brigas de torcida e outros atos violentos de vandalismo e delinquência juvenil explosiva.


Aos poucos, após ter uma MACHADINHA cravada na cabeça em uma briga no metrô, Carlton concentra-se em, digamos, construir uma carreira. Passa a fazer serviços como segurança de bar e outras atividades truculentas, até que o inevitável acontece.

Não demora muito para que o rapaz torne-se um criminoso de maior escalão, negociando diretamente com outros líderes de gangues e envolvendo-se em crimes cada vez maiores.

Entretanto, no meio de toda esta confusão, Carlton mostra-se um criminoso esperto. Evita drogas, exposição gratuita e brigas desnecessárias. Todas estas atitudes serão essenciais para o caminho que o filme toma no final, quando a coisa fica realmente pesada.


O diretor Julian Gilbey tem um sadismo doentio e mostra a todo instante closes de buracos de bala na cara dos criminosos, cabeças arrebentadas e corpos detonados. Definitivamente, Rise of the Footsoldier não é um filme que eu recomendaria para todo mundo.

O que é legal: Mesmo sem o charme de seus parentes italianos ou novaiorquinos, Rise of the Footsoldier não deixa de ser um filme de máfia. E máfia é sempre legal.

O que não é legal: O roteiro é bem confuso, pulando da história de um personagem para o outro sem muitos rodeios, dando a impressão de que o filme sabe onde quer chegar, mas não tem muita ideia de como ir até lá.

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Lá vamos nós, novamente à época de ouro dos anos 70, onde tudo era permitido e qualquer coisa servia de argumento para sustentar uma história cheia de violência e pornografia.

Ilsa, She Wolf of the SS conta a história de uma sádica doutora nazista que comanda experiências em um campo de concentração. Vagamente baseada na história real da cruel doutora Ilse Koch, a personagem deseja provar a qualquer custo que as mulheres são mais resistentes à dor do que os homens, e por isso igualmente valorosas nas frentes de batalha.

Para provar sua teoria, Ilsa faz uso das mais exóticas ferramentas de tortura, como usar um vibrador com descargas elétricas em suas cobaias ou escaldá-las em água fervente para ver até onde podem suportar a dor e o sofrimento. Felizmente, em todos seus experimentos a perigosa cientista  pode contar com a ajuda de assistentes nuas ou com os peitos à mostra. Tudo muito sadio e refletindo a realidade, como pode-se perceber.

Entretanto, por trás deste monstro também bate um coração. Para saciar seu inesgotável apetite sexual, a vilã dominatrix do III Reich recruta prisioneiros todas as noites. Aos desafortunados que não aguentam o ritmo frenético da voluptuosa doutora, resta somente a castração. Porém, um americano (para variar) consegue reter seu sêmen a ponto de desmontar a maléfica Ilsa da autoridade de suas botas nazi, abrindo as portas para que um ousado plano de fuga possa ser colocado em prática.

Vale a pena assistir pela curiosidade, e é altamente recomendável para quem gosta dessas bizarrices saídas do baú dos anos 70.

O que é legal: Por mais apelativo que o filme seja, tem coisas muito bem filmadas nele. Dá uma olhada nessa câmera lenta que aparece no vídeo aí embaixo e diz se não parece uma cena saída de um filme do Sam Peckinpah.

O que não é legal: O filme todo poderia ser uma grande piada envolvento peitos, nazismo e violência, não fosse o aviso que precede o filme, lamentando os horrores cometidos nos campos de concentração. Nada a ver.

O filme é tão B que não tem nem trailer. Mas esse WARNING vale o play:

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Que filmaço.

Olha só a premissa: casal feliz vai passar final de semana paradisíaco em uma represa, porém seus planos começam a dar errado quando uma gangue de jovens delinquentes aparece no local e passa a infernizar a vida dos dois.

É o tipo de roteiro que não traz nada de novo, é verdade, mas é sempre bacana de assistir novamente. Principalmente porque uma absurda sequência de erros faz com que os personagens mergulhem cada vez mais fundo no pesadelo no qual o passeio se transformou.

Esse pesadelo rende cenas incríveis, destas que causam mal-estar até mesmo em fãs experientes deste tipo de filme.

Mesmo povoada de clichês, a produção inglesa é tão bem dirigida que fica impossível não ser absorvido pelo clima de tensão constante envolvendo os personagens.

Muito bom.

O que é legal: Cada cena leva os personagens mais para dentro da história, de um jeito que o filme fica quase sufocante. O final, surpreendente, coroa toda a história.

O que não é legal: Como acontece em vários filmes de terror, os personagens principais, as vítimas, escolhem tomar as atitudes mais burras possíveis. É o tipo de coisa que favorece o roteiro, mas que de certa forma me tira do sério.

Nunca vi um trailer com tanto spoiler…

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Coprofagia, incesto, canibalismo e dublagem anal (!). Pink Flamingos é simplesmente o filme mais nojento e desagradável que eu já vi.

A produção de 1972 é uma pérola cult, disso não há dúvida. O que não significa que seja um bom filme. Muito pelo contrário. Pink Flamingos consegue reunir tudo que há de pior em cinema – câmeras horríveis, atuações bizarras, diálogos constrangedores e tudo mais.

Curiosamente, é nestes defeitos que reside sua principal premissa. Como seus personagens, o único objetivo do diretor John Waters foi fazer o filme mais podre do mundo.

Se esta fosse a sua meta, como você faria para chegar lá? Bom, John Waters decidiu colocar em uma história só tudo que pudesse ser revoltante, bizarro, nojento e escroto.


O filme acompanha o travesti/transformista/palhaço do mal Babs Johnson, considerado por um tabloide a “pessoa mais podre do mundo”. Babs ostenta este título orgulhosamente, até que o casal Connie e Raymond Marble, responsável por um mercado negro de venda de bebês para casais lésbicos, deseja tomar esta alcunha para si. Esta disputa é mais ou menos o fio condutor de toda a história, que no fim serve mesmo como pano de fundo para um desfile de atrocidades genéricas e situações escatológicas horripilantes.

Então Pink Flamingos é só um exercício rebelde de um diretor querendo aparecer? É uma criança que grita palavrões na mesa de jantar? Não! Porque no fundo ele trata de um tema bem atual: as coisas às quais muita gente se submete em busca de fama.

Ser uma celebridade, muitas vezes, implica em entrar em um mundo de depravação e falta de amor próprio tão grande quanto o dos personagens de Pink Flamingos. Basta abrir qualquer portal da internet, o jornal de hoje ou acompanhar uma edição do BBB para entender o que John Waters quis dizer há quase 40 anos.

Interessante e atual. Mas não recomendo de jeito nenhum a ninguém. Pink Flamingos é o submundo marginal do cinema de mau gosto.

O que é legal: A trilha sonora desse filme é espetacular! Tem The Swag (Link Wray), Intoxica (The Centurions), Surfin’ Bird (The Trashmen) e mais um monte de clássicos psychobilly.

O que não é legal: Ver alguém comendo cocô de cachorro ou fazendo um ménage à trois com uma galinha envolvida não é das coisas mais agradáveis.

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Estou com uma sequência de filmes para assistir que fariam bonito no Estranho Mundo de Zé do Caixão.

A folia começa em sessão dupla, no melhor estilo grindhouse, com Ilsa – She Wolf of the SS e Ilsa – Harem Keeper of the Oil Sheiks, duas pérolas “women in prison” dos anos 70, com direito ao que há de mais bizarro em tortura, peitos, mulheres peladas arremessando granadas e cientistas nazistas seminuas.

O próximo da lista é Vampyros Lesbos, que pelo que eu andei vendo é uma chanchada desgraçada com a história do Drácula. Se é bom eu não sei, mas só o nome já faz qualquer vampirete de Crepúsculo tremer nas bases.

Para finalizar, Pink Flamingos, aquele que segundo o poster é “o filme mais nojento e de mau-gosto de todos os tempos”. Oremos.

Com uma lista assim, não há muito a fazer. Abra uma Cerpa Gold, puxe um balde, dê o play e prepare o intestino, gorfento. A barbaridade vai começar.

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