Feeds:
Posts
Comentários

Archive for agosto \31\UTC 2009

antichrist

Sexta-feira a Folha de São Paulo dedicou três páginas da Ilustrada a esse filme, por causa da estreia nos cinemas. Antes disso, a plateia em Cannes já tinha vaiado e feito o maior auê. Os críticos estavam horrorizados com tamanha violência e tensão psicológica. Um bafafá dos diabos.

Eu, que não sou crítico de arte nem especialista em porra nenhuma, achei O Anticristo bem mais ou menos. Assim como Os Idiotas e toda essa patetice de Movimento Dogma que o Lars Von Trier inventou.

A premissa é a seguinte: um casal está vivendo sua vida feliz de propaganda de margarina, transando no banho, sem problemas no casamento nem nada parecido. Enquanto isso, o filho deles sai do berço e cai da janela. O mundo desaba. A culpa vem, e atinge a mulher com força. Tudo isso, claro, relacionado à sexualidade. Sem muito sucesso no tratamento, o marido dela, terapeuta, resolve assumir essa missão. É assim que os dois vão parar em uma cabana na mata, onde a verdadeira natureza feminina se revela na sua forma mais cruel.

É aí que a história se desenrola melhor. Algumas cenas são fortes mesmo, afinal não é todo dia que se vê uma punheta de sangue ou alguém cortando o clitóris fora com uma tesoura. Se a ideia é chocar e deixar você grudado na cadeira, O Anticristo chega lá. E chega fácil. Mesmo assim não é motivo para tanta falação, já que tem filme por aí com cenas bem mais horripilantes.

Por outro lado, alguns momentos são cheios de significados, com animais simbólicos aparecendo aqui e ali e atitudes que dão margem para um monte de interpretações. Pode ser interessante pra quem gosta de filmes que enquadram uma xícara por quinze minutos. Eu não gosto.

Ficou parecendo que o Lars Von Trier quis fazer um filme explotation de arte. Para mim não deu certo. Mesmo assim, não deixaria de assistir. Apesar de tudo, O Anticristo consegue prender até o final, envolver, e depois disso oferece como prêmio um belo final inesperado.

O que é legal: A primeira cena é fantástica. Parece um comercial superproduzido, o que faz todo sentido na hora de retratar um mundo perfeito. Outra cena bacana fica mais para o final, com uma tortura típica das mentes mais doentias do universo.

O que não é legal: Tem horas em que o artismo passa dos limites e força um pouco a barra. Pra variar, não gostei dos diálogos.

Tava vendo agora… O trailer é melhor que o filme. Vê aí:

Anúncios

Read Full Post »

10242

O que eu gosto no Tarantino é que ele nunca esconde as referências dos seus filmes. Pelo contrário, as indica claramente pra que você possa entender bem de onde ele tirou cada elemento das suas histórias.

É o que acontece com Lady Snowblood – o pai, mãe e família adotiva de Kill Bill. Além do enredo, aqui estão presentes a lista de nomes para a vingança, a divisão em capítulos de acordo com cada um deles, o treinamento com um mestre rigoroso, os flashbacks contados em forma de animação e, claro, a cena de duelo de espadas na neve, com sangue vermelho espirrando sobre o chão branco. Como se não bastasse, a música tema da personagem também foi usada em Kill Bill, e ouvi-la aqui faz todo o sentido.

A trama é simples. No Japão de 1873, uma mulher é brutalizada e seu marido assassinado violentamente por uma gangue formada por quatro criminosos. Em busca de vingança ela mata um deles, e por esse motivo é presa. Frustrada por não conseguir cumprir seu objetivo, essa mulher transa com todos os homens da cadeia, até que finalmente engravida e tem uma filha. A menina, nascida na prisão, vem ao mundo com um único propósito: herdar a vingança de sua mãe. Treinada desde pequena por um mestre ancião, ela se torna uma assassina mortal, passando a promover um festival de mutilações de membros, jorros de sangue e esquartejamentos em busca de seu objetivo.

Apesar da violência, é uma aula de cinema. Baita filme bom do caralho!

O que é legal: Toshiya Fujita, o diretor, conseguiu fazer no Japão de 1973 um filme que muita gente não consegue na Hollywood de 2009. Os enquadramentos são modernos e as cores espetaculares, com um final que mantém toda a questão do filme viva mesmo depois que ele termina. Como se não bastasse, o título original, Shurayukihime, é um tipo de trocadilho que significa Branca de Neve do Inferno!

O que não é legal: Em algumas cenas o sangue é muito irreal, muito vermelho e espesso. Parece que alguns dos bandidos engoliram uma lata de Suvinil e cuspiram fora na hora em que tomaram uma espadada no bucho.

O trailer é daquele tipo, meio esquisito mas vai:

Read Full Post »

tcp_

Pra garotada malemolente que gosta de violência sem limites e se amarra em assassinas gatas caricatas, taí um filme bom pra caralho!

Thriller – A Cruel Picture conta a história de Madeleine, uma linda menina do campo que cai nas mãos de um cafetão da cidade. Após viciá-la em heroína, ele a obriga a se prostituir e arranca um dos seus olhos. Com muita paciência, Madeleine passa por um treinamento de tiro e artes marciais e, quando está pronta, parte finalmente para a sua vingança.

O filme é recheado de cenas de sexo hardcore, aplicação brutal de heroína e violência. O final, no melhor estilo western de Sergio Leone, coroa toda a brutalidade da história, enquanto a cena em que o olho da menina é furado deixa qualquer Jogos Mortais no chinelo.

Se tudo isso parece meio pesado, imagine o que o público achou em 1974, quando Thriller foi lançado na Suécia pelo diretor Bo Arne Vibenius. Precursor do estilo “mulheres com armas” e das cenas de violência em câmera lenta, é uma das referências escancaradas em Kill Bill e Matrix.

Vingaça, escopeta e tapa-olho. Filmaço!

O que é legal: Uma sueca muda, viciada em heroína,que passa metade do filme só de calcinha e a outra metade usando sobretudo preto, tapa-olho e uma 12 cano serrado para perpetrar sua vingança sobre aqueles que a colocaram nessa situação. Quer coisa mais legal do que isso?

O que não é legal: Os diálogos são uma merda.

Taí o trailer:

Read Full Post »