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Archive for the ‘Guerra’ Category

Pois então… Ainda não tinha visto esse último Rambo. Francamente, não sei por que detonaram tanto. É uma pérola da  carnificina dos diabos!

O que acontece é que nosso herói, John Rambo, não quer mais saber de guerras e pilhas de cadáveres. Então ele passa seus dias pescando com arco e flecha e caçando cobras em uma selva da Tailândia. Tudo ia bem neste ambiente bucólico do campo, até a chegada de um grupo de cristãos bem-intencionados. Como diria o Capitão Nascimento, “rico com consciência social é foda”.

O grupo de carolas quer prestar ajuda humanitária ao povo da região, massacrado por uma guerra civil interminável. Entretanto, para encontrar esta gente, os coroinhas precisarão de um guia para conduzi-los até lá. Adivinhem para quem sobra.

O problema é que, durante a missão jesuítica, os rebeldes armados fazem um ataque à vila e matam metade dos figurantes do filme. Parte do grupo evangelizador é sequestrada, e imediatamente um pelotão de mercenários caricatos é acionado para resgatá-la. Para atingir seu objetivo, eles deverão contar com a ajuda do infalível John Rambo. E aí começa o massacre.

A partir deste momento, o filme é basicamente o Rambo atrás de uma metralhadora, espatifando soldadinhos tailandeses para tudo quanto é lado. E lá se vai o restante dos figurantes.

Não é o Rambo da minha infância, mas vejam bem… Se nós envelhecemos, o mesmo também aconteceu com John Rambo. Mesmo assim, ele não deixa a desejar em mais esta aventura, repleta de sangue e miolos!

Nota 10, Sly!

O que é legal: Explosões, tiros, gargantas arrancadas com a mão, flechada no coração.

O que não é legal: Achei o Rambo um pouco exposto demais, atrás da metralhadora. Gosto mais quando ele fica camuflado, aquela coisa mais Metal Gear…

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Olha esse poster… Lee Marvin. Charles Bronson. John Cassavetes.

Aqui não tem metrossexual, maquiagem, cabelinho com gel… Os Doze Condenados é uma reunião old school de maus-elementos de arrepiar!

Em plena Segunda Guerra Mundial, o Major Reisman (Lee Marvin) é convocado pelo alto comando do exército para liderar uma missão quase suicida: em pouquíssimo tempo ele deverá treinar 12 condenados à morte ou prisão perpétua como soldados, preparando-os para invadir um castelo repleto de nazistas e acabar com todos os alemães do recinto. Caso sejam bem-sucedidos, os prisioneiros receberão em troca a liberdade. Porém, não será fácil chegar até lá.

Antes de mais nada, os prisioneiros são rebeldes indisciplinados e têm muitos problemas com hierarquia. Além disso, não possuem treinamento nenhum. Para completar, trata-se de uma missão secreta, e por isso o exército não facilita as coisas para o Major Reisman.

O resultado é que o obstinado Major, aos poucos, consegue ganhar a confiança dos futuros soldados. Ensinando a eles técnicas de luta, investindo no sentimento de grupo e trabalhando a confiança e auto-estima dos presos, o Major Reisman consegue transformá-los.

De simples baderneiros, os condenados viram homens de verdade.

Sério… Isso aqui é um clássico!

O legal é que toda essa primeira parte vai culminar na cena da invasão, quando podemos ver finalmente a transformação pela qual os prisioneiros e o próprio Major passaram. Isso acontece em meio a muitos tiros, granadas, explosões e homens ao chão.

Épico.

O que é legal: Se você gostou de Inglourious Basterds, amigão, tem obrigação de assistir a esse filme aqui.

O que não é legal: O papel do Charles Bronson é o de um cara mais sensato, e sabe como é… A gente gosta é de ver ele barbarizando geral.

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Platoon

Seguindo o caminho dos clássicos, acabei revendo um dos grandes filmes de guerra – Platoon, de Oliver Stone.

Baseado nas experiências que o próprio diretor viveu no Vietnã, o filme narra os horrores de um conflito sangrento e dominado pela paranoia. Quem nos conta essa história é o recruta Chris, interpretado por um jovem Charlie Sheen e rodeado por outras grandes estrelas, como Willem Dafoe, Tom Berenger, Forest Whitaker e um também jovem Johnny Depp.

Mais uma vez o foco principal não é na guerra em si, e sim na maneira como ela afeta os homens. O que é certo e o que é errado? Quem é o bem e quem é o mal? Estas e outras questões aparecem nas figuras dos sargentos Barnes e Elias. O primeiro, um louco violento e psicótico. O segundo, um pacifista humanitário. Ambos, porém, lutando contra algo muito pior que os vietnamitas. Em Platoon, o inimigo é a própria guerra.

Na figura de Chris, vemos a perda da inocência. Aos poucos o jovem recruta percebe que o dever cívico que o motivou a se alistar não existe, e que simplesmente não há sentido na carnificina que vivencia. Como a maioria de sua geração, Oliver Stone critica duramente o desperdício de vidas no Vietnã, sem honras ou glórias patrióticas típicas de Hollywood.

Tão importantes quanto o narrador são os personagens que orbitam ao redor dele, responsáveis por indicar nuances sociais e psicológicas que certamente afetam qualquer um que participe de uma guerra assim. Entram aí o medo, a contestação, a dúvida e o ódio – uma infinidade de sentimentos, misturados em um caldeirão infernal de bombas, trincheiras e mosquitos.

A maneira como eles surgem em tela não é fácil de digerir. São cenas de violência extrema, loucura e intolerância, representadas com muita competência em cenas como a invasão da aldeia, onde inocentes são mortos e espancados e o soldado finalmente transforma-se em um animal.

Que filmaço. Para ver e rever muitas vezes.

O que é legal: Platoon tem uma das cenas mais marcantes do cinema, quando o sargento Elias é baleado pelas costas e cai de joelhos, braços para o alto, enquanto o helicóptero vai embora. E a trilha deste momento… É algo fantástico.

O que não é legal: Depois que o Charlie Sheen virou a estrela de Two and a Half Man, fica difícil ver estes papéis dramáticos dele com os mesmos olhos.

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Estes dias terminei de assistir à série The Pacific, da HBO. Em um de seus últimos episódios, é narrada a invasão da ilha japonesa de Iwo Jima pelos Marines americanos, e podemos presenciar a verdadeira matança promovida nos dois exércitos durante esta batalha.

Como é uma série americana, acabamos vendo as coisas apenas por um lado. E foi aí que Clint Eastwood, um dos maiores diretores de Hollywood, quiçá do mundo, resolveu mudar um pouco o eixo da narrativa.

Então, em Cartas de Iwo Jima o que vemos é esta invasão pelo lado dos japoneses.

Dessa maneira. fica ainda mais claro um ponto básico da história, muitas vezes esquecido ou deixado de lado: aqueles soldados japoneses não eram vilões. Eram apenas homens comuns, como eu e você, lutando por uma causa e pela própria vida. Homens com medos, sentimentos, dúvidas e esperanças, prontos para morrer pelo seu país.

Por trás da honra e coragem dos japoneses, porém, há uma divisão entre as lideranças que atrapalha suas estratégias de guerra. E como já dizia o herói e lenda nacional Capitão Nascimento, estratégia é tudo. Muitos dos soldados não aceitam o fato de que seu general já viveu nos Estados Unidos, e inclusive mantém amizade com alguns yankees. Esta quebra de confiança e falta de um líder forte, somada à desesperança devido à diferença bélica e numérica, parece uma das principais causas para a derrota dos japoneses na batalha narrada.

Apesar do foco do filme estar bem concentrado nas pessoas, as cenas de batalha são muitas e bem feitas. É emocionante, forte, profundo e muito bem dirigido. Bom filme.

O que é legal: A condução da história é típica do Clint, usando com maestria os clichês e diálogos para emocionar. Grande diretor. (Semana passada foi aniversário dele, inclusive. Não são muitos que chegam aos 80 anos fiéis a suas propostas, com um grande trabalho e uma produção absurdamente ativa. Parabéns ao Clint!)

O que não é legal: Band of Brothers estabeleceu um novo patamar de qualidade para cenas de guerra. Depois delas, por mais bem feitas que sejam, a maioria das cenas parece um pouco irreal. Em Cartas de Iwo Jima não é diferente.

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The Pacific

Após a ressaca de Lost, também chegamos ao fim de The Pacific.

The Pacific narrou, durante 10 episódios, a saga real dos Marines na Guerra do Pacífico, ponto importantíssimo estrategicamente para que o Japão não conquistasse mais territórios a favor do Eixo na região.

O foco principal recai sobre três personagens – John Basilone, Robert Leckie e Eugene Sledge, fuzileiros enfiados em diversas ilhotas chuvosas e infestadas de ratos e japoneses suicidas, além de um pouco de suas histórias pessoais fora e após a guerra.

Na avaliação geral achei uma baita série, e nem teria como ser diferente algo que está sob a batuta de Tom Hanks e Steven Spielberg. Mesmo assim a comparação com Band of Brothers é inevitável, por tratar-se da mesma guerra, mesma equipe de produção e praticamente o mesmo formato.

E aí, amigo, a coisa ficou feia para o The Pacific.

Porque, olhando assim, os personagens de The Pacific não tem o mesmo carisma. Explorar tanto a história de cada um os coloca em uma posição mais frágil, exposta, mais sujeita a falhas. O cenário também não ajuda. Enquanto em Band of Brothers tínhamos fases incríveis, espalhadas por toda uma Europa dominada por nazistas, em The Pacific as ilhotas apenas mudam de nome, mantendo as mesmas características que as tornam lugares inóspitos e detestáveis para se estar em uma guerra.

Se você está tendo o prazer de ver Band of Brothers pela primeira vez, mesmo que na Bandeirantes, aproveite. Seu sucessor não consegue, infelizmente, ser tão bom quanto ele.

Ainda assim, é algo que certamente não deve ser perdido.

Aliás… Só a abertura já valeria a pena. Que trilha espetacular.

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Red Cliff: Part 2 é a continuação do épico chinês dirigido por John Woo. Para ler sobre a primeira parte, clique aqui.

A segunda parte retoma os acontecimentos de onde eles haviam parado, diante do plano de Cao Cao para invadir o Rochedo Vermelho com uma esquadra gigantesca.

A maior parte do filme é dedicada às estratégias adotadas pelos dois lados para, como em um jogo de xadrez, definir a melhor maneira de atacar o adversário. Nisso vale espionagem, truques inteligentes e o conhecimento sobre o clima e a região, primordiais para o sucesso de ambas as partes.

Por isso mesmo, a segunda parte de Red Cliff é muito mais focada nas figuras dos generais estrategistas Sun Quan e Liu Bei, deixando um pouco de lado os grandes combates físicos e heróis da primeira parte. O que também é bem legal, e de jeito nenhum significa que a ação tenha sido deixada de lado. O confronto final entre os dois exércitos é grandioso, uma batalha de verdade, cheia de força e heroísmo.

Red Cliff: Part 2, com suas duas horas e meia, fecha belissimamente a saga chinesa. É imperdível.

O que é legal: A cena em que Liu Bei espera o vento virar para dar início ao ataque é uma das coisas mais bem filmadas que eu vi ultimamente.

O que não é legal: Em alguns momentos o filme perde um pouco o ritmo, ficando cansativo.

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Com o perdão do trocadilho, o cinema nacional de ação vai bombar em 2010.

Entre as estreias previstas estão Tropa de Elite 2, que já nasce clássico, 400 contra 1, polêmica na certa e pauta de sobra para a mídia, contando a história do Comando Vermelho, Federal, com Selton Mello e, finalmente, Segurança Nacional, que deve estrear nos cinemas semana que vem.

Este último, a julgar pelo trailer, está mais para a comédia do que para filme de ação. Thiago Lacerda é um agente do exército que deve combater um bando de terroristas da América Latina cujo objetivo é explodir o quartel do SIVAM em Manaus. Tudo parece tão americanizado que, como na fictícia Casa Branca de Hollywood, o Brasil tem um presidente negro (Milton Gonçalves) que “nunca irá negociar com terroristas”.

Me agrada muito ver este tipo de filme acontecendo, por pior ou melhor que ele seja.

Cada granada destas representa um avanço, uma nova maneira de produzir no Brasil. Significa libertar-se um pouquinho do eixo novela/favela, explorando gêneros de retorno menos garantido.

É por isso que entre Homem de Ferro 2, Alice ou Segurança Nacional, fico com a estreia do último nos cinemas. Pode não ser o melhor, mas certamente será o mais interessante e menos previsível.

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